Nesse espaço estarei postando minhas reflexões sobre o pós-humano sob o viês das poéticas artísticas.Discutirei expansão do corpo e consciência, através de tecnologias ancestrais & recentes, das realidades vegeatais (de Roy Ascott) às Realidade Virtuais de Lanier!
Começo com um poema meu sobre essas novas transcendências, tratando do caráter gnóstico das redes telemáticas lembrando os dois Ericks, o Davis e o Defelinto.
A TRANSCENDÊNCIA DE SILÍCIO
Raios catódicos
como rituais
canônicos,
Gnose algorítmica,
Telecinesia telemática,
Mitos vindos de modems,
vírus com nomes de moças
Sabá dos elétrons,
Meditação telemítica,
Novos cultos imateriais,
Velhos orgasmos virtuais.
Chips-crucifixos,
e-mails-hóstias,
Igrejas de silício.
Novos olhos de vidro,
Velhos desejos submersos.
Cada vez mais como insetos:
Hipnotizados pela luz.
Na busca renovada de transcender
a Matéria através de seu maior
símbolo: Pedra (de Silício),
Pepita cibernética,
Alucinógeno virtual
de nossa
Neotranscendência
sintética.
Edgar Franco.
(para ver esse poema ilustrado e musicado por mim visite: http://www.mafua.ufsc.br/criaedgar.html - tenha um pouquinho de paciência para carregar o som e curta ).
Publicado em 30 de janeiro de 2007 às 10:53 por oidicius
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